Origem da palavra “Canudo”

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Canudo do moçárabe cannut, dito e escrito também gannût, provavelmente do latim vulgar cannutus, canudo, junco, derivado da palavra canna, igualmente latina. Passou a designar o diploma porque antigamente o documento escolar era guardado dentro de um pedaço de bambu ou taquara. Ainda hoje é entregue nas solenidades de formatura um canudo de papelão, mas ali não está o diploma, entregue ao formando mais tarde.

No diminutivo, é um pequeno tubo cilíndrico, de papel, de plástico ou de outro material, usado para sugar do copo refrigerantes ou sucos, como os sumérios faziam há milhares de anos com a cerveja, evitando a ingestão dos subprodutos do processo de fermentação.

No plural, designa a mais cruel das guerras civis vividas pelo Brasil, concluída num massacre de civis no dia 6 de outubro de 1897, após 11 meses de luta em que tropas do Exército foram derrotadas diversas vezes, segundo relato do engenheiro, jornalista e escritor paulista Euclides da Cunha (1866-1909), em Os Sertões, originalmente reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo. Foram mobilizados 12000 soldados de 17 Estados, mas os gaúchos só participaram da quarta e última expedição, surpreendendo a todos com as bombachas e a degola de prisioneiros.

Diploma do grego diploma, documento oficial expedido em duplicata. No latim conservou a mesma forma, daí vindo para o português. Originalmente era uma peça oficial gravada em placa dupla de bronze, formando um díptico, segundo ensina Antenor Nascentes. Foi no Renascimento que os eruditos passaram a usar o vocábulo para designar os atos mais solenes das autoridades. Atualmente são documentos que comprovam a obtenção de um título. É nesse sentido que recebem diplomas tanto os formandos de um curso superior como os eleitos para cargos políticos.

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