As cruzadas foram as mais célebres expedições guerreiras da idade média

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Deu-se o nome de Cruzadas às notáveis expedições guerreiras que, na Idade Média, marcharam rumo da Palestina a fim de libertar a Terra Santa. Os peregrinos cristãos, que iam da Europa a Jerusalém, em visita ao túmulo de Cristo e a outros lugares santos, eram hostilizados pelos turcos muçulmanos, senhores da Palestina.

As cruzadas foram os maiores movimentos cristãos de todas as épocas. Reis, príncipes, sultões e generais célebres, à frente de poderosos exércitos, lutaram cerca de 175 anos, de 1095 a 1270, para arrancar a Terra Santa da posse dos sectários de Maomé.

O papa Urbano II, em 1095, propôs ao Concílio de Clermont a tomada de Jerusalém. A ideia desenvolveu-a Pedro, o Eremita, religioso francês.

Oito foram as cruzadas: a primeira, tendo à frente Pedro, o Eremita e Godofredo de Bouillon, organizou-se em 1096 e lutou até ao ano de 1099; a segunda, sob o comando de Conrado III, da Alemanha e Luís VII, o Moço de França, formou-se em 1147, para se destroçar em 1149; a terceira, comandada por Frederico Barba-Roxa, imperador da Alemanha, Filipe II e por Ricardo I, Coração de Leão, rei da Inglaterra, organizou-se em 1189 e combateu até 1192; a quarta, tendo à frente Bonifácio II, de Montferrat e Balduino X, da Flandres, lançou-se à luta de 1202 a 1204; a quinta, sob o comando de João de Briena, rei de Jerusalém, e André II, da Hungria, organizou-se em 1219 e combateu até ao ano de 1221; a sexta, sob a chefia de Frederico II, imperador da Alemanha, lutou de 1228 a 1229; a sétima, ao comando de Luís IX, de França, organizou-se em 1248 e combateu até 1254; a oitava, ainda comandada por Luís IX, esfacelou-se em 1270, com a morte desse rei nas proximidades de Tunes (Tunísia).

Sabe-se que só em 1291 é que se extinguiram definitivamente as Cruzadas.

O nome dessas notáveis expedições deve-se ao fato de os soldados cristãos tomarem por sinal uma cruz de pano vermelho cosida ao vestuário, à altura do peito. Daí a denominação cruzados ou cruzadas. O distintivo era a legenda: “Deus o quer”.

Só duas ou três Cruzadas tomaram Jerusalém: – A segunda, constituída de quatro exércitos, chegou vitoriosa, à Terra Santa; Godofredo de Bouillon foi proclamado “defensor ou advogado do Santo Sepulcro”, e a terceira, sob o comando de Ricardo I, Coração de Leão, rei da Inglaterra, de 1189 a 1119. Contra essa Cruzada destacou-se Saladino, o mais célebre sultão do Egito e da Síria, morto em 1193.

A propósito, é interessante dizer que o cruzado, antiga moeda de ouro portuguesa (quatrocentos réis), remonta à época dessas expedições à Palestina.

Segundo J. Lúcio de Azevedo, RFH I, 319 (Dic. Etim. da Líng. Port. I Tomo, A . Nascentes), a palavra tem a seguinte origem: “Cruzado” – de cruz. Mandado cunhar por D. Afonso V, rei de Portugal, quando pensou em ir em cruzada à Terra Santa.

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