A palavra ortoépia se origina da união dos termos gregos orthos, que significa “correto” e hépos, que significa “palavra”. Assim, a ortoépia se ocupa da correta produção oral das palavras.

Preceitos:

1) A perfeita emissão de vogais e grupos vocálicos, enunciando-os com nitidez, sem acrescentar nem omitir ou alterar fonemas, respeitando o timbre (aberto ou fechado) das vogais tônicas, tudo de acordo com as normas da fala culta.

2) A articulação correta e nítida dos fonemas consonantais.

3) A correta e adequada ligação das palavras na frase.

Veja a seguir alguns casos frequentes de pronúncias corretas e errôneas, de acordo com o padrão culto da língua portuguesa no Brasil.

CORRETASERRÔNEAS
adivinharadvinhar
advogadoadevogado
apropriadoapropiado
aterrissaraterrisar
bandejabandeija
bochechabuchecha
botecobuteco
braguilhabarguilha
bueiroboeiro
cabeleireirocabelereiro
caranguejocarangueijo
eletricistaeletrecista
empecilhoimpecilho
estupro, estupradorestrupo, estrupador
fragrânciafragância
frustradofrustado
lagartixalargatixa
lagartolargato
mendigomendingo
meteorologiametereologia
mortadelamortandela
murcharmuchar
paralelepípedosparalepípedos
pneupeneu
prazerosamenteprazeirosamente
privilégioprevilégio
problemaspoblemas ou pobremas
próprioprópio
proprietáriopropietário
psicologia, psicólogopissicologia, pissicólogo
salsichasalchicha
sobrancelhasombrancelha
superstiçãosupertição

Em muitas palavras há incerteza, divergência quanto ao timbre de vogais tônicas /e/ e /o/. Recomenda-se proferir:

Com timbre aberto: acerbo, badejo, coeso, grelha, groselha, ileso, obeso, obsoleto, dolo, inodoro, molho (feixe, conjunto), suor.

Com timbre fechado: acervo, cerda, interesse (substantivo), reses, algoz, algozes, crosta, bodas, molho (caldo), poça, torpe.