Uma pergunta um tanto quanto polêmica para quem gosta de idiomas ou para aqueles que se consideram poliglotas, certo? Mas o objetivo desse artigo de forma alguma é ofender alguém, mas sim, levar você à uma reflexão.

Para começar, é preciso entender o que significa a palavra “poliglota”;  segundo o site Significados “é o indivíduo que domina quatro ou mais línguas”. Etimologicamente a palavra se originou a partir do grego polúglōttos, e possui uma tradução semelhante a “o que fala muitas línguas”.

Agora vamos entender como se chega a este termo. Para aprender um idioma precisamos de… (se você pensou “fórmula mágica” sinto lhe informar, mas não é), precisamos ESTUDAR, sem isso não vamos aprender, e nem vai aparecer milagrosamente na nossa cabeça, então se você fala seis, dez, quinze idiomas, mais do que ninguém entende o que estou falando, ser poliglota é uma consequência pelo esforço de seus estudos.

Se é uma consequência será que vale a pena se achar melhor que outros ou ficar por aí dizendo que existem fórmulas mágicas para aprender um idioma?

Os estudos é que levam você a isso. Nos últimos tempos temos visto uma explosão de pessoas dizendo que são poliglotas, entretanto, com um “ar” de superioridade. Acredito que ser poliglota, não é ser superior nem melhor que ninguém, não é competir conhecimento ou trazer glória para sí.

Aprender um novo idioma é abrir portas para conhecer pessoas, culturas, formas de pensar diferentes das suas, ter acesso a muitos outros mundos; usar TODOS esses benefícios para ser uma pessoa melhor e até ajudar aos outros.

Se você AMA idiomas, existe um termo que se você ainda não conhece, vai gostar de conhecer, que é “hiperglota“, um indivíduo que simplesmente tem prazer em aprender idiomas, por hobby ou para ter a experiência de estar entrando em um mundo novo.

 

Mas qual a diferença?

Ambos são termos que estão associados a pessoas que possuem a capacidade de falar várias línguas, e muitas pessoas pensam que estes termos são sinônimos, porém há uma diferença entre os dois. Educadores, tradutores e especialistas em línguas estrangeiras associam estes termos com diferentes significados, confira:

Poliglota

Como você já sabe, uma pessoa que é capaz de dominar três ou mais línguas. O multilinguismo é algo comum em alguns países do mundo como Índia, Islândia, Indonésia e você facilmente encontrará poliglotas nestes locais.

Enquanto muitos se tornam poliglotas sem querer, como a maioria dos estudantes da Índia e países que possuem grandes variações linguísticas, há pessoas que se tornam fluentes em várias línguas apenas pelo amor aos idiomas e pelas diferentes culturas do mundo.

Hiperpoliglota

Este é um termo que se refere uma pessoa que é fluente ou proficiente em pelo menos seis ou mais idiomas. Muitos especialistas também afirmam que um hiperpoliglota é uma pessoa que é proficiente em pelo menos dez línguas. Então, basicamente, você só pode ser um hiperpoliglota por escolha, pois você precisa dominar pelo menos seis idiomas e certamente não é uma tarefa fácil.

Mas é comum encontrar pessoas que falem mais de seis línguas?

Não, não é comum encontrar hiperpoliglotas, como já falamos o poliglotismo é bem mais comum. Mas o número está crescendo dia a dia e isso se deve ao fato do mundo está se tornando cada vez mais conectado, de uma forma ou de outra o mundo ficou bem menor na era em que vivemos.

Mais e mais pessoas estão tendo acesso ao conhecimento e às facilidades de estudo, portanto é natural que com o passar do tempo seja mais comum encontrar poliglotas e hiperglotas.

Para se tornar um hiperglota, você precisa ser muito dedicado e paciente e provavelmente não terá tempo a perder. “Desistir” não deve ser parte do seu dicionário e você deve escolher o seu próprio método de estudar um idioma e de preferência escolher um que você se sinta mais confortável e motivado a aprender.

Talvez você me pergunte “mas eu ainda não sei nenhum idioma, por onde posso começar?” Que tal no Youtube? Convido você a conhecer o meu canal “Be a polyglot – Seja um poliglota” onde você poderá aprender alguns idiomas como árabe, francês e búlgaro – a gente se vê por lá!

Por Rodrigo Basilio