Origem da palavra “Mascote”

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Mascote do Francês mascotte, do título da divertida opereta La Mascotte, do compositor francês Achille Edmond Audran (1840-1901). Nas tramas, uma jovem camponesa, sem entretanto perder a virgindade, acredita trazer sorte ao italiano com quem troca favores sexuais. Passou a denominar, já adaptado para o Inglês mascot, homem ou animal que dá proteção simbólica. Mas antes de chegar ao Francês, do qual veio para o Português, já existia no Provençal mascoto, designando feitiço, sortilégio, mas também talismã, já derivado de masco, radicado no Latim masca, pesadelo, assombração, espectro, disfarce, máscara.

Como se vê, predominou o significado positivo. Embora muitos dicionários e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) registrem este substantivo como feminino apenas, ele é de dois gêneros, tal como o registra o Dicionário Caldas Aulete e o comprovam numerosas abonações na literatura e na mídia, entre as quais este trecho da revista Exame sobre Fuleco, o mascote da Copa do Mundo de Futebol de 2014, um tatu-bola: “O mascote tem também a sua própria canção, em parceria da Fifa com a Sony: Tatu Bom de Bola, cantada pelo sambista Arlindo Cruz.”

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