La Marseillaise (A Marselhesa, em português) é o hino nacional da França. Foi composto pelo oficial Claude Joseph Rouget de Lisle em 1792, da divisão de Estrasburgo, como canção revolucionária. A canção adquiriu grande popularidade durante a Revolução Francesa, especialmente entre as unidades do exército de Marselha, ficando conhecida como A Marselhesa.

Seu título era originalmente Canto de Guerra para o Exército do Reno. O hino foi composto por Rouget de Lisle, oficial do exército francês e músico autodidata.

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Em Francês

La Marseillaise est un chant patriotique de la Révolution française adopté par la France comme hymne national : une première fois par la Convention pendant neuf ans du 14 juillet 1795 jusqu’à l’Empire en 1804, puis définitivement en 1879 sous la Troisième République.

Les six premiers couplets sont écrits par Rouget de Lisle en 1792 pour l’Armée du Rhin à Strasbourg, à la suite de la déclaration de guerre de la France à l’Autriche. Dans ce contexte originel, la Marseillaise est un chant de guerre révolutionnaire, un hymne à la liberté, un appel patriotique à la mobilisation générale et une exhortation au combat contre la tyrannie et l’invasion étrangère.

La Marseillaise

Em geral, somente a primeira e a sexta estrofes e o refrão são cantados atualmente na França. Existem algumas pequenas diferenças históricas entre várias versões da letra. A versão que segue é a contida no site oficial da Presidência da República Francesa.

Allons enfants de la Patrie,
Avante, filhos da Pátria,

Le jour de gloire est arrivé!
O dia da Glória chegou!

Contre nous de la tyrannie,
Contra nós da tirania,

L’étendard sanglant est levé, (bis)
O estandarte ensanguentado se ergueu.(bis)

Entendez-vous dans les campagnes
Ouvis nos campos

Mugir ces féroces soldats?
Rugir esses ferozes soldados?

Ils viennent jusque dans vos bras
Vêm eles até os vossos braços

Égorger vos fils, vos compagnes!
Degolar vossos filhos, vossas companheiras!

Aux armes, citoyens,
Às armas, cidadãos,

Formez vos bataillons,
Formai vossos batalhões,

Marchons, marchons!
Marchemos, marchemos!

Qu’un sang impur
Que um sangue impuro

Abreuve nos sillons!
Banhe o nosso solo!

Aux armes, citoyens,
Às armas, cidadãos,

Formez vos bataillons,
Formai vossos batalhões,

Marchez, marchez!
Marchai, marchai!

Qu’un sang impur
Que um sangue impuro

Abreuve nos sillons!
Banhe o nosso solo!

Que veut cette horde d’esclaves,
O que quer essa horda de escravos,

De traîtres, de rois conjurés?
De traidores, de reis conjurados?

Pour qui ces ignobles entraves,
Para quem (são) esses ignóbeis entraves,

Ces fers dès longtemps préparés? (bis)
Esses grilhões há muito tempo preparados? (bis)

Français, pour nous, ah! quel outrage
Franceses, para nós, ah! que ultraje

Quels transports il doit exciter!
Que comoção deve suscitar!

C’est nous qu’on ose méditer
É a nós que ousam considerar

De rendre à l’antique esclavage!
Fazer retornar à antiga escravidão!

Aux armes, citoyens,
Às armas, cidadãos,

Formez vos bataillons,
Formai vossos batalhões,

Marchons, marchons!
Marchemos, marchemos!

Qu’un sang impur
Que um sangue impuro

Abreuve nos sillons!
Banhe o nosso solo!

Quoi! des cohortes étrangères
O quê! Tais multidões estrangeiras

Feraient la loi dans nos foyers!
Fariam a lei em nossos lares!

Quoi! ces phalanges mercenaires
O quê! Essas falanges mercenárias

Terrasseraient nos fiers guerriers! (bis)
Arrasariam os nossos nobres guerreiros! (bis) 

Grand Dieu! par des mains enchaînées
Grande Deus! Por mãos acorrentadas

Nos fronts sous le joug se ploieraient
Nossas frontes sob o jugo se curvariam

De vils despotes deviendraient
E déspotas vis tornar-se-iam

Les maîtres de nos destinées!
Os mestres dos nossos destinos!

Aux armes, citoyens,
Às armas, cidadãos,

Formez vos bataillons,
Formai vossos batalhões,

Marchons, marchons!
Marchemos, marchemos!

Qu’un sang impur
Que um sangue impuro

Abreuve nos sillons!
Banhe o nosso solo!

Tremblez, tyrans et vous perfides
Tremei, tiranos! e vós pérfidos,

L’opprobre de tous les partis,
O opróbrio de todos os partidos,

Tremblez! vos projets parricides
Tremei! vossos projetos parricidas

Vont enfin recevoir leurs prix ! (bis)
Vão finalmente receber seu preço! (bis) 

Tout est soldat pour vous combattre,
Somos todos soldados para vos combater,

S’ils tombent, nos jeunes héros,
Se tombarem os nossos jovens heróis,

La terre en produit de nouveaux,
A terra novos produzirá,

Contre vous tout prêts à se battre!
Contra vós, todos prestes a lutarem!

Aux armes, citoyens,
Às armas, cidadãos,

Formez vos bataillons,
Formai vossos batalhões,

Marchons, marchons!
Marchemos, marchemos!

Qu’un sang impur
Que um sangue impuro

Abreuve nos sillons!
Banhe o nosso solo!

Français, en guerriers magnanimes,
Franceses, guerreiros magnânicos,

Portez ou retenez vos coups!
Levai ou retende os vossos tiros!

Épargnez ces tristes victimes,
Poupai essas tristes vítimas,

À regret s’armant contre nous. (bis)
A contragosto armando-se contra nós. (bis) 

Mais ces despotes sanguinaires,
Mas esses déspotas sanguinários,

Mais ces complices de Bouillé,
Mas esses cúmplices de Bouillé,

Tous ces tigres qui, sans pitié,
Todos os tigres que, sem piedade,

Déchirent le sein de leur mère!
Rasgam o seio de suas mães!

Aux armes, citoyens,
Às armas, cidadãos,

Formez vos bataillons,
Formai vossos batalhões,

Marchons, marchons!
Marchemos, marchemos!

Qu’un sang impur
Que um sangue impuro

Abreuve nos sillons!
Banhe o nosso solo!

Amour sacré de la Patrie,
Amor Sagrado pela Pátria

Conduis, soutiens nos bras vengeurs
Conduz, sustém nossos braços vingativos

Liberté, Liberté chérie,
Liberdade, liberdade querida,

Combats avec tes défenseurs ! (bis)
Combate com os teus defensores! (bis) 

Sous nos drapeaux que la victoire
Debaixo as nossas bandeiras, que a vitória

Accoure à tes mâles accents,
Chegue logo às tuas vozes viris!

Que tes ennemis expirants
Que teus inimigos agonizantes

Voient ton triomphe et notre gloire!
Vejam teu triunfo e nossa glória

Aux armes, citoyens,
Às armas, cidadãos,

Formez vos bataillons,
Formai vossos batalhões,

Marchons, marchons!
Marchemos, marchemos!

Qu’un sang impur
Que um sangue impuro

Abreuve nos sillons!
Banhe o nosso solo!

(Couplet des enfants)
(Verso das crianças)

Nous entrerons dans la carrière,
Entraremos na carreira (militar),

Quand nos aînés n’y seront plus,
Quando nossos anciãos não mais lá estiverem

Nous y trouverons leur poussière
Lá encontraremos suas cinzas

Et la trace de leurs vertus (bis)
E o resquício das suas virtudes (bis)

Bien moins jaloux de leur survivre
Bem menos desejosos de lhes sobreviver

Que de partager leur cercueil,
Que de partilhar seus caixões,

Nous aurons le sublime orgueil
Teremos o sublime orgulho

De les venger ou de les suivre.
De vingá-los ou de segui-los.

Aux armes, citoyens,
Às armas, cidadãos,

Formez vos bataillons,
Formai vossos batalhões,

Marchons, marchons!
Marchemos, marchemos!

Qu’un sang impur
Que um sangue impuro

Abreuve nos sillons!
Banhe o nosso solo!