Hino da Itália – Inno dell’Italia

87

O Hino Nacional da República Italiana é o Canto degli Italiani, conhecido também como Fratelli d’Italia ou l’Inno di Mameli. Escrito por Goffredo Mameli em 1847, com música do maestro Michele Novaro, foi executado pela primeira vez em 10 de dezembro de 1847, em Gênova, foi adotado provisoriamente pelo Conselho de Ministros em 12 de outubro de 1946, mas se tornou oficialmente Hino da Itália apenas em 4 de dezembro de 2017, depois de 71 anos.

Goffredo Mameli, foi um patriota e poeta italiano, nasceu em Gênova em 1827 e faleceu em Roma em 1849 com apenas 22 anos, durante os combates pela defesa da República Romana. Compôs muitas músicas patrióticas, incluindo os sonetos A Carlo Alberto, Ai fratelli Bandiera e Dante e l’Italia, e as canções La battaglia di Marengo, La buona novella e l’inno Canto degli Italiani.

A seguir está o texto completo do poema original escrito por Goffredo Mameli, no entanto, o Hino Italiano, realizado em todas as ocasiões oficiais, é composto pelo primeiro verso e o refrão, repetido duas vezes e terminando com um “sim” firme. Após o Hino em italiano você encontrará a tradução em português, e na sequência um explicação completa.

Italiano

L’Inno nazionale della Repubblica Italiana è il Canto degli Italiani, conosciuto anche come Fratelli d’Italia o l’Inno di Mameli. Scritto da Goffredo Mameli in 1847 e musicato dal maestro Michele Novaro fu adottato in via provvisoria dal Consiglio dei ministri del 12 ottobre 1946, ma è diventato ufficialmente l’inno nazionale solo nel 2017, dopo 71 anni di provvisorietà.

Goffredo Mameli, patriota e poeta italiano, nacque a Genova nel 1827 e morì a Roma nel 1849 alla giovane età di 22 anni durante i combattimenti per la difesa della Repubblica Romana. Compose molti canti patriottici fra cui il sonetto A Carlo Alberto, le odi Ai fratelli Bandiera e Dante e l’Italia, le cantiche La battaglia di Marengo, La buona novella e l’inno Canto degli Italiani.

Segue il testo completo del poema originale scritto da Goffredo Mameli, tuttavia l’Inno italiano, così come eseguito in ogni occasione ufficiale, è composto dalla prima strofa e dal coro, ripetuti due volte, e termina con un “SI” deciso.

Fratelli d’Italia

Fratelli d’Italia,
L’Italia s’è desta;
Dell’elmo di Scipio
S’è cinta la testa.
Dov’è la Vittoria?
Le porga la chioma;
Ché schiava di Roma
Iddio la creò.

Stringiamci a coorte!
Siam pronti alla morte;
L’Italia chiamò.

Noi siamo da secoli
Calpesti, derisi,
Perché non siam popolo,
Perché siam divisi.
Raccolgaci un’unica
Bandiera, una speme;
Di fonderci insieme
Già l’ora suonò.

Stringiamci a coorte!
Siam pronti alla morte;
L’Italia chiamò.

Uniamoci, amiamoci;
L’unione e l’amore
Rivelano ai popoli
Le vie del Signore.
Giuriamo far libero
Il suolo natio:
Uniti, per Dio,
Chi vincer ci può?

Stringiamci a coorte!
Siam pronti alla morte;
L’Italia chiamò.

Dall’Alpe a Sicilia,
Dovunque è Legnano;
Ogn’uom di Ferruccio
Ha il core e la mano;
I bimbi d’Italia
Si chiaman Balilla;
Il suon d’ogni squilla
I Vespri suonò.

Stringiamci a coorte!
Siam pronti alla morte;
L’Italia chiamò.

Son giunchi che piegano
Le spade vendute;
Già l’Aquila d’Austria
Le penne ha perdute.
Il sangue d’Italia
E il sangue Polacco
Bevé col Cosacco,
Ma il cor le bruciò.

Stringiamci a coorte!
Siam pronti alla morte;
L’Italia chiamò.

Tradução

Irmãos de Itália,
A Itália levantou-se.
Com o elmo de Cipião (1)
Cobriu a cabeça.
Onde está a Vitória?
Que ofereça a coma (2)
Porque foi como escrava de Roma
Que Deus a criou.

(Refrão)
Cerremos fileiras.
Estejamos prontos para morrer.
Estejamos prontos para morrer.
A Itália chamou-nos.
Cerremos fileiras.
Estejamos prontos para morrer.
Estejamos prontos para morrer.
A Itália chamou-nos.

Há séculos que somos
Espezinhados, desprezados,
Porque não somos um Povo
Porque nos dividimos
Reunamo-nos sob uma única
Bandeira: uma esperança
De nos reunirmos.
Soou a hora.

(Refrão)
Cerremos fileiras.
Estejamos prontos para morrer.
Estejamos prontos para morrer.
A Itália chamou-nos.
Cerremos fileiras.
Estejamos prontos para morrer.
Estejamos prontos para morrer.
A Itália chamou-nos.

Unimo-nos, amemo-nos,
a União, e o amor
Revelam aos Povos
Os caminhos do Senhor;
Juremos tornar livre
O solo natal:
Unidos por Deus
Quem pode nos vencer?

(Refrão)
Cerremos fileiras.
Estejamos prontos para morrer.
Estejamos prontos para morrer.
A Itália chamou-nos.
Cerremos fileiras.
Estejamos prontos para morrer.
Estejamos prontos para morrer.
A Itália chamou-nos.

Dos Alpes à Sicília
Por toda a parte é Legnano,(4)
Cada homem de Ferruccio (5)
Tem o coração, tem a mão,
As crianças da Itália
Chamam-se Balilla, (6)
O som de cada sino
Tocou às Vésperas.(7)

(Refrão)
Cerremos fileiras.
Estejamos prontos para morrer.
Estejamos prontos para morrer.
A Itália chamou-nos.
Cerremos fileiras.
Estejamos prontos para morrer.
Estejamos prontos para morrer.
A Itália chamou-nos.

São juncos que dobram
As espadas vendidas:
A Águia da Áustria
Já as penas perdeu. (8)
O sangue da Itália,
O sangue polaco,
Bebeu, com o cossaco, (9)
Mas o coração as queimou.

(Refrão)
Cerremos fileiras.
Estejamos prontos para morrer.
Estejamos prontos para morrer.
A Itália chamou-nos.
Cerremos fileiras.
Estejamos prontos para morrer.
Estejamos prontos para morrer.
A Itália chamou-nos.

Explicações

(1) O elmo de Cipião: A Itália tem de novo na cabeça o elmo de Cipião Africano, o general romano que em 202 a.C. derrotou em Zama o cartaginês Aníbal. A Itália voltou a combater.

(2) Que a Vitória ofereça sua coma, ou seja, os longos cabelos, a Roma. Na Roma Antiga as escravas tinham suas cabeleiras cortadas e apenas as mulheres livres podiam usar cabelos longos. Assim a vitória deverá ter sua cabeleira cortada, porque a vitória é escrava de Roma que será vencedora.

(3) Coorte: no exército romano, as legiões eram divididas em coortes. “Stringiamoci a coorte” significa cerrar fileiras unidos para combater.

(4) “Dovunque è Legnano”: qualquer cidade italiana é Legnano, onde em 1176 as comunas lombardas derrotaram o imperador Frederico Barbarossa.

(5) “Ferruccio”: todo homem é como Francesco Ferruccio, que em 1530 defendeu Florença contra o imperador Carlos V.

(6) “Balilla”: é o apelido do menino genovês Giovan Battista Perasso, que, em 1746, ao lançar uma pedra contra as  tropas austro-piemontesas que ocupavam a cidade, fez explodir uma revolta popular contra os austríacos.

(7) “Vésperas”: Em 1282, os sicilianos se rebelaram contra os franceses invasores numa tarde, na hora das Vésperas”. A revolta é chamada Vésperas sicilianas.

(8) A águia, símbolo do Império Austríaco, perde as penas.

(9) O sangue polaco: a Áustria, aliada à Rússia (o cossaco), bebeu o sangue polonês, dividiu e desmembrou a Polônia. Mas o sangue bebido queima o coração dos opressores.

- Publicidade -

Você vai gostar também