Tanto a escrita chinesa quanto a japonesa são feitas de cima para baixo e da direita para esquerda. As duas são bastante complexas, em especial a da língua japonesa. Ela possui três alfabetos: o hiragama, o katakana e o kanji

Hiragana (平仮名) é usado para todas as palavras para as quais não exista kanji, ou este exista mas seja pouco usado. Também é usado para substituir os kanjis e nas terminações dos verbos e dos adjetivos.

katakana (片仮名): Se atribui sua invenção ao monge Kukai o Kobo Daishi. Dos alfabetos japoneses, este é o mais antigo e foi desenvolvido para simplificar os kanjis de origem chinesa que chegaram antes do começo da isolação cultural japonesa, que se manteve inflexível até o fim da Era Edo.

kanji (漢字): são da época da Dinastia Han, se utilizam para escrever japonês junto com os caracteres silabários japoneses katakana e hiragana. No mundo ocidental, kanji, também é sinônimo de ideograma. Sempre foi muito utilizado na caligrafia para tatuagens. Devido ao imenso e variável número de kanji’s, o ministério da educação japonês definiu, em 10 de outubro de 1981, a jōyō kanji, uma lista de kanji oficiais, distribuídos por ordem de traços, de 1 até 23.

Os caracteres chineses ou caracteres Han (汉字 / 漢字, Hanzi) são logogramas (e não ideogramas) utilizados como sistema de escrita do chinês, japonês, coreano (apenas na Coreia do Sul) e outros idiomas, como por exemplo o dong. Foram usados na Coreia do Norte até 1949 e no Vietname até ao século XVII.

Também denominados sinogramas, as suas origens são remotas, possivelmente anteriores à dinastia Shang, no século XIII a.C., quando aparecem os primeiros registos desta escrita, em ossos de animais.

Confúcio, por exemplo, faz refere a existência de um sistema de escrita na China anterior a 2000 a.C. É contudo difícil traçar a sua história e a sua origem pertence ao domínio da mitologia.