Eleição e Elegância combinam?

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Campanhas eleitorais são necessariamente deselegantes? Um observador da corrida presidencial brasileira, com seus níveis superlativos de baixaria, ficaria tentado a responder que sim, mas o fato é que, etimologicamente, a eleição e a elegância são galhos da mesma árvore.

Eleição vem do latim electio, “escolha”, de eligere, “escolher, selecionar”, formada por ex-, “fora”, mais legere, que tinha o sentido tanto de “escolher um fruto da planta” como de “ler”.

Tudo começa com o verbo latino eligere, que, muito antes de qualquer sentido eleitoral, queria dizer simplesmente “escolher, separar (o bom do ruim)”. Esta primeira acepção do verbo “eleger” em português, uma palavra do século XIII, permanece atual, embora o sentido político do termo – o de escolher um candidato por votação – seja hoje dominante.

Elegante

Quanto a elegante, palavra existente em nosso idioma desde o século XV, sua matriz, o latim elegantis, vem a ser o particípio presente de eligere. O que tem a ver uma coisa com a outra? Elegante é, em seu sentido original, aquele que sabe escolher, ou seja, que tem bom gosto, ou aquilo que é bem escolhido, seleto.

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